quinta-feira, 19 de Maio de 2011

Foie Gras

Do ponto de vista humano é uma crueldade indescritível a quantidade de impiedade espontânea que é necessária para produzir um produto que, na verdade, nem é indispensável sobre qualquer ponto de vista nutricional.

Se é verdade que matam animais para carne, roupa, e outros bens, também é verdade que nenhuma outra forma de produção animal exige por princípio, e regra de produção, tamanha crueldade (e tão prolongada) a animais cuja inocência e afabilidade são célebres.
Conheça e divulgue. Recuse esta dejecção, que teimam em chamar iguaria.

quinta-feira, 7 de Abril de 2011

Quinze Pontos na Alma




Lisboa. Princípio da noite. Um dia igual aos outros. Simone sai do trabalho atrasada para uma festa. Tem vinte minutos para chegar a Oeiras. Assim que entra no Viaduto Duarte Pacheco, vive um estranho acontecimento irá mudar a sua vida para sempre. Um homem de trinta anos, Guilherme, está pronto a saltar. Simone sai do carro e aproxima-se tentando salvá-lo. Qualquer coisa os une. Um beijo. Simone abre os olhos mas já não o vê. Ficou com o último beijo deste homem que agora quer conhecer. Agora, numa cidade repleta de mistérios, Simone tenta descobrir quem é aquele homem, vivendo uma aventura para lá da sua imaginação.

Um mistério que se transforma em obsessão. Simone introduz-se na família de Guilherme e faz-se passar por namorada, amante, mulher procurando conhecer o homem que nunca chegou a ter. Simone tinha um marido, uma casa, uma vida perfeita.

Agora tem um sonho que não pretende deixar fugir mesmo que isto signifique deixar tudo para trás. Guilherme é o resgate do sonho, do perigo, do desafio, porque às vezes ter tudo não chega.

Realização/Argumento: Vicente Alves do Ó; Elenco: Rita Loureiro, João Reis, Marcelo Urgeghe, Dalila Carmo, Carmen Santos, Ivo Canelas, Júlia Correia-Lagos, Rui Morisson, Ricardo Silva, Miguel Ferreira, Ana Lúcia Palminha, Cristina Vilhena, Filipe Vargas, Ana Moreira e Luís Lucas.


quarta-feira, 16 de Março de 2011

Geração à Rasca


É sabido que nos últimos anos, a conjuntura internacional não foi propícia a grandes crescimentos.

Numa economia em recessão, Portugal destaca-se como um dos menos falados “PIIGS” (cognome inconfesso, politicamente incorreto, dado pela comunidade internacional ao conjunto de países europeus: Portugal, Itália, Islândia, Grécia e Espanha), por outras palavras, os países que sofrem de um descrédito endémico por serem considerados como economias menos competitivas e menos sofisticadas. São, no fundo, percebidos como países cuja corrupção e clientelismo os encaminha à reputação de economias débeis e propensas a maior sensibilidade a contágios que os outros congéneres europeus.

Quando a Europa espirra, Portugal torna-se pneumónico.

Após o rescaldo da maior crise internacional, gerada pela utilização desenfreada de créditos bancários sobre dívidas, ativos tóxicos e um mercado especulativo que ainda não sabe como reagir às novas realidades globalizantes, tal como a competição com mega economias emergentes, bem como um clima pautado por instabilidade política no Médio Oriente – Portugal foi sempre dos últimos a sentir as ondas de choque que percorrem as praças internacionais – algo útil, se a política aqui vigente fosse preventiva, e não reativa, como tem vindo a ser.

Ao contrário, o estilo de governação temerário, algo autista, fez com que a absurda despesa estatal fosse desconsiderada em prol de projetos mais ambiciosos (quiçá megalómanos para uma minúscula economia marginal), custos crescentes, contratos verdadeiramente leoninos, com consórcios internacionais, empresas públicas e um estilo inconfundivelmente despesista, que não priva uma elite, ligada ao poder, a um estilo de vida que cria fortunas impossíveis numa vida de trabalho.

A gestão dos dinheiros públicos tem vindo a ser, há anos, alvo das mais duras críticas de especialistas, cujas vozes e escritos são asfixiados no sortilégio da propaganda política que os editoriais noticiosos favorecem, e dos gritos futebolísticos que preenchem o horário nobre dos noticiários e as parangonas dos jornais.
Nos últimos meses, vários países socorreram-se do Fundo de Estabilização Europeu (FEE), o tal que precede a entrada do Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas Portugal, parece temer tal inevitabilidade, por talvez temer uma verdadeira revisão às contas públicas, o que poria em causa importantes interesses: nomeadamente de alguns grupos económicos e bancos que têm neste país um poder feudal.
Um país que não gosta de pensar em “coisas chatas”, mesmo que o governo seja assolado diariamente por escândalos, processos judiciais, e denúncias dentro e fora do país; um governo que parece à prova de tudo, até da acreditada derrota eleitoral, dando a entender que a maioria dos cidadãos andou a prestar atenção a assuntos mais prosaicos, celebrando o processo eleitoral com recordes de abstenção.

Um país absorto, que não se importa de ter os níveis de vida mais impossíveis para o poder de compra mais baixo da Europa, a carga fiscal mais castigadora e incongruente (vide o IVA que quer passar de 23% para 6% na prática do golfe), uma taxa de desemprego mal mascarada pela precariedade de trabalhos intermitentes a recibos verdes.

No limiar de tanta informação indigesta, e com o mote da precariedade, milhares de jovens desempregados, precários, sobre qualificados e cheios de expectativas goradas, vieram para a rua na companhia de várias gerações de cidadãos apolíticos e juntaram-se no passado dia 12 de março, nas cidades de Lisboa, Porto, Ponta Delgada e Faro, para uma pacífica demonstração de indignação com o “estado do Estado”.

Afinal o País não está a dormir.

sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

Da Quinta ao Frigorífico

A ignorância é a maior enfermidade do género humano

Cícero


Este documentário retrata as várias formas de produção animal e é extraordinariamente difícil de se ver. No entanto, a falta de conhecimento do que se passa ao nível da produção alimentar, levou a maioria dos consumidores a acreditar em mitos como “os animais não sofrem”, “eles são criados para isto mesmo”; ou pior: uma vontade consciente em NÃO QUERER SABER O QUE SE PASSA.
Se não sabe, a partir de agora não tem desculpa.





Avisa-se os leitores do conteúdo eventualmente chocante deste documentário.

quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

IVA nos ginásios portugueses



Em cerca de 600 mil praticantes nos ginásios privados em Portugal, o Estado poderá arrecadar com essa diferença cerca de nove milhões em 2011.
Será que deveriamos todos mudar para os ginásios municipais para continuar a pagar os originais 6% de IVA?
Seriam esas infraestruturas suficientes?
Parece-me que não. Mas atacar um direito constitucional à actividade física com uma medida deste calibre, apresenta-se como, no mínimo, ofensivo.

domingo, 19 de Dezembro de 2010

O Sistema Educativo

Ken Robinson, é um dos mais apreciados pensadores da actualidade sobre o sistema educativo. Aqui apresenta-nos uma análise relevante que tenta pôr em causa os paradigmas do sistema educativo. Obrigatório.



Ken Robinson, Changing education paradigms, RSA/TED, 2010.

segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

Julgar o livro pela capa

Como diz o título, não há pior engano. Este senhor é um das minhas lendas mais recentes. Sim, é uma lenda. Um construtor de casas do Texas, um ávido artesão/filósofo/leitor compulsivo de Sartre a Nietzsche, não esquecendo de Platão. Basta ver: cada momento desta conferência é um minuto ganho de sabedoria e boas ideias. Um homem com uma missão: construir casas baratas para pessoas que estão dispostas a ir além das convenções. Um sábio de martelo na mão.

quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

A estética


Um novo herói: o filósofo Denis Dutton faz uma apreciação da evolução e motivação da beleza de acordo com os padrões evolutivos darwinianos. A animação é extraordinária.

sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Empatia


Jeremy Rifkin, autor, economista e pensador americano da sociedade dos tempos modernos apresenta uma teoria sobre a empatia global "dramatizada" em desenho.

Absolutamente brilhante.